Cocaína – Coca, a droga “dos ricos”

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Abril 2021 5 min 212

A cocaína é produzida a partir das folhas da coca, planta de cultivo disseminada na região dos Andes (onde mascar estas folhas é um costume que remonta à Antiguidade) e da América do Sul. As propriedades desta droga são conhecidas há séculos pelos índios nativos que, muitas vezes, mastigam as folhas de coca para enganar a fome e/ou mitigar o cansaço ou em cerimónias religiosas.

Em 1855, com a descoberta de uma técnica de extração da cocaína das folhas da coca, eclodiu o hábito de consumir cocaína socialmente. Daí até ao consumo da cocaína passar a ser moda no Ocidente, entre escritores e outros protagonistas do mundo artístico, foi um curto passo. Nos bares, os clientes podiam pedir a adição de cocaína nas suas bebidas e até a famosa Coca-Cola tinha, na sua composição, até ao ano de 1903, extrato de coca.

Nos anos 70 do século XX, a cocaína passou a ser vista como uma droga de elite, uma vez que o seu custo era bastante elevado.

Na atualidade, verifica-se uma grande difusão da cocaína nos contextos desportivo e musical, sendo considerada a "droga da moda".

O pó que resulta da preparação das folhas da coca, ou seja, o cloridrato de cocaína, encerra um mensurável potencial tóxico, toxicidade essa que é muito incrementada com a diluição e injeção intravenosa.

Não obstante, o “crack” ou “base”, como é mais conhecido no nosso país, obtido através da destilação da cocaína, mesmo que fumado, pode apresentar um perigo semelhante ao da cocaína quando injetada. Isto deve-se à enorme quantidade da substância que é absorvida pelo organismo, tanto quando a droga é fumada como quando injetada.

O consumo da cocaína estimula a atividade física e mental, com a decorrente sensação de prazer, originando inibição do sono e redução do cansaço e do apetite (com risco de desenvolvimento de anemias crónicas). Pode ainda proporcionar sensações de poder, euforia e agitação, levando a que o consumidor veja o mundo de outra forma.

As consequências do consumo desta substância podem manifestar-se sob a forma de taquicardia, febre, dilatação das pupilas, aumento da pressão sanguínea, ansiedade, medo ou pânico, paranoia, suores, insónia, irritabilidade, agressividade, etc., podendo, em alguns casos, ocorrer complicações cardíacas, circulatórias e cerebrais, tais como acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou enfartes do miocárdio. O uso prolongado da cocaína pode também provocar a destruição do tecido cerebral e problemas pulmonares (o hábito de fumar cocaína aparece, frequentemente, ligado ao cancro do pulmão, da bexiga, da próstata e de outros órgãos).

O consumo desta substância durante a gravidez eleva ainda o perigo de aborto e de parto prematuro e os bebés nascem, regra geral, com peso abaixo do normal e, eventualmente, com problemas relacionados com o foro das patologias associadas ao sistema nervoso.

Tendo deixado de ser considerada uma droga quase exclusiva das camadas mais altas da sociedade, o seu consumo tem disparado nos últimos anos. Como é uma droga bastante dispendiosa, muitas vezes é frequente a acumulação de dívidas para a comprar, ou a sua substituição por combinações químicas ainda mais destrutivas.

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