Vencer a Depressão

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Anónimo

Dizem que a depressão é a doença do século, então tenho a afirmar que eu fui mais uma para as estatísticas. Assim, como fui mais uma para as estatísticas do desemprego. Habituada a ser uma pessoa lutadora, sempre ocupada com trabalho, vivia a 100% para a profissão. Nada mais importava, desde que tivesse sucesso a nível profissional, por mim já era o suficiente para me sentir realizada.

Sem namorado, pouco tempo para os amigos, mas com bens materiais topo de gama, era assim que ia vivendo, hoje digo sobrevivendo… Nas poucas horas vagas gostava de conviver e até tinha uma agenda social bem preenchida, estar com os amigos era importante e uma forma de "esvaziar" a cabeça de problemas.

Relações amorosas eram todas fugazes, nenhum homem compreendia o meu estilo de vida e pior, não entendiam como é que uma rapariga com a minha idade ainda não pensava em ter filhos, aliás que estava até disposta a abdicar deles.

Muitas vezes chamada de egoísta, mas sempre sem me sentir ofendida.A empresa onde trabalhava era a minha prioridade, principalmente porque as coisas não andavam bem. Dava tudo por aquela casa, só que acabei por ser traída. Num golpe estratégico acabei por ser despedida em conjunto com mais uns colegas. Eu que tudo dei por aquela empresa estava agora a ser dispensada. Senti-me injustiçada. Não aceitei a situação e fechei-me em casa. Desliguei do mundo, porque além de me sentir traída, sentia ainda que o meu valor profissional tinha sido posto em causa.

Deixei de acreditar no meu valor. Não conseguia encarar ninguém e sempre que alguém me ligava, recusava. Amigos e familiares chegaram a ir bater à porta de minha casa, mas eu ignorava. Só saía para buscar comida, medicamentos e pouco mais. Passava os dias de cama a ver filmes atrás de filmes. Isto durou muito tempo. Um dia abriram a porta à força, eram os meus pais que vinham com bombeiros. Sem reacção fiz o que me mandaram e internaram-me. Confirmou-se a depressão.A minha mãe que era fã de uma estação televisiva tinha tido conhecimento do centro e arranjou logo maneira de me convencer a ir para lá recuperar. Sem vontade própria aceitei..

Estava com tantos anti-depressivos que nem percebia o que se estava a passar.Aos poucos comecei a reagir e aceitei que tinha uma doença. Ganhei forças para resgatar a minha vida e em alguns meses renasci. A minha auto-estima voltou e não vou permitir que a voltem a "matar".

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