Internamento para a co-dependência

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É, muitas vezes, já em estados avançados da doença que o internamento para a codependência aparece como uma solução.

Numa comunidade terapêutica, o paciente tem a possibilidade de dar e receber atenção, de emergir do isolamento, de partilhar o seu mal-estar e de receber ideias de formas para contornar a sua adição, de identificar e expressar as suas emoções (raiva, medo, culpa, vergonha, etc.), enfim, de modificar significativamente as modalidades de relação consigo e com os demais, experimentando uma atenuação ou o desaparecimento dos sintomas da sua doença.

No internamento para a codependência dilui-se a dificuldade de revelar determinado tipo de sentimentos que poderiam deixar o indivíduo demasiado exposto ou vulnerável.

Aos poucos, o paciente vai percebendo a diferença entre gentileza, acolhimento, empatia e benevolência, relativamente às atitudes destrutivas que consubstanciavam a sua dependência afetiva.

Assim, a pessoa entenderá e sentirá que não tem de servir os outros para se sentir completo.

Por outro lado, adquirirá a capacidade de pedir ajuda e de olhar para as próprias feridas, porque entenderá que não pode controlar tudo e todos.

O codependente vai, então, encontrar outras pessoas que, como ele, buscam a quebra de relações de “dependência” e que sabem avaliá-lo pois, como ele/a, também já o fizeram.

Desta forma, as palavras e os sentimentos expressados encontram maior recetividade, não havendo lugar a qualquer tipo de censura pessoal.

O internamento para a codependência permite ainda que o paciente entre em contacto com a sua raiva numa atmosfera controlada, o que é assaz útil, porque a raiva exige uma resposta que, no centro de tratamento, pode ser elaborada com a ajuda dos terapeutas e dos pares, de forma construtiva.

Ao sentir que os outros gostam de si, o paciente tenderá a valorizar-se e a respeitar-se pelo que é, procurando somente relacionamentos onde ocorra o mesmo.

Este será o primeiro passo para interromper o ciclo da codependência: o paciente aprenderá a gostar de si de verdade e conquistará autonomia e capacidade para se organizar para enfrentar os problemas com os seus próprios recursos, responsabilizando-se pela sua própria felicidade.

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