“Smartshops - Drogas Legais”

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Nos últimos anos, tem sido possível assistir à abertura, especialmente nos grandes centros urbanos, de um grande número de lojas apelidadas de “Smartshops”, onde foram livremente vendidos alguns tipos de produtos com efeitos psicoativos, a que vulgarmente se chamam “drogas legais”.

Felizmente, a lei em Portugal sobre este tipo de lojas foi alterada e, consequentemente, todas as lojas foram encerradas ao público. No entanto, o perigo persiste, uma vez que os jovens podem adquirir o mesmo tipo de substâncias na Internet.

No entanto, é necessário ter presente que, neste caso, “natural” ou “legal” não significa “isento de perigo”.

Na verdade, muitas destas “drogas legais” nascem de alterações moleculares à composição química da droga original (a ilegal), mutação esta que, apesar de poder potenciar os seus efeitos em comparação com a droga original, serve para a retirar da lista de substâncias proibidas, passando então a ser considerada e vendida na forma de fertilizantes, chás calmantes, incensos e outros...

Mas se pela alteração à sua composição molecular uma substância ilegal pode ser transformada e adaptada ao enquadramento legal, já o mesmo não se verifica com os seus efeitos psicotrópicos que, em alguns casos, poderão ver aumentada a sua eficácia e até mesmo a sua tendência para desenvolver dependência nos seus consumidores.

Neste âmbito inclui-se, por exemplo, a Mefedrona (substância que provoca os mesmos efeitos que a cocaína) que é, na realidade, um derivado da Catinona, ou seja, uma espécie de anfetamina, potencialmente perigosa e que já foi associada a algumas mortes no Reino Unido.

A falsa perceção relativamente a estas novas “drogas” cujo risco é anunciado como sendo nulo ou baixo tem, nos últimos tempos e pelo seu fácil acesso, vindo a agravar o problema das dependências relativamente a este tipo de produtos, não só nas camadas mais jovens, mas também em alguns círculos de toxicodependentes, nos quais este tipo de “drogas legais” surge agora associado ao consumo de drogas “duras”.

Um outro problema relacionado com este tipo de “drogas” diz respeito ao facto de ainda não existirem dados ou estudos relativamente aos seus efeitos a longo prazo no organismo humano, o que coloca o consumidor deste tipo de substâncias numa situação de extrema perigosidade pelo facto de não poder saber o que na verdade está a consumir, nem as suas mais diretas consequências aos níveis físico e psicológico, que para além da dependência podem originar episódios psicóticos, falência renal, problemas cardíacos e até, em última instância, a morte.

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